{"id":7137,"date":"2014-07-15T17:27:31","date_gmt":"2014-07-15T17:27:31","guid":{"rendered":"http:\/\/cineclubeguimaraes.org\/wordpress\/?p=7137"},"modified":"2016-03-26T05:45:18","modified_gmt":"2016-03-26T05:45:18","slug":"ter-15-sonhos-lucidos-viagem-a-terra-dos-maias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cineclubeguimaraes.org\/wordpress\/?p=7137","title":{"rendered":"15 JUL | Sonhos L\u00facidos &#8211; Viagem \u00e0 terra dos Maias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Realiza\u00e7\u00e3o<\/strong>:<br \/>\nFernando Almeida e Jo\u00e3o Campos<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">22:00 | <strong>Sede do Cineclube de Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0Sess\u00e3o n\u00ba 3057<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<a href=\"http:\/\/cineclubeguimaraes.org\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/euetu.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EM CONTRA-CICLO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 todas as raz\u00f5es para retermos a ep\u00edgrafe que comanda este trabalho. Ela n\u00e3o se limita a ser uma proposta de leitura que prov\u00e9m dos pr\u00f3prios autores, \u00e9 acima de tudo a indica\u00e7\u00e3o de um incontorn\u00e1vel de leitura para todos os trabalhos desta \u00edndole.<br \/>\nDe facto, quando Bernardo Soares diz que \u201cAs viagens s\u00e3o os viajantes. O que vemos, n\u00e3o \u00e9 o que vemos, sen\u00e3o o que somos.\u201d, a ideia de relato de viajem como expedi\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio do outro, a ideia de turismo (mesmo na sua dimens\u00e3o mais generosamente multicultural de encontro de diferen\u00e7as num mesmo plano de valor), a ideia de um ponto de vista p\u00f3s-colonial que retroage sobre uma narrativa por demais conhecida \u2013 tudo isso implode silenciosamente. N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o seja importante, n\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o seja verdadeiro, mas n\u00e3o tem a radicalidade, a simplicidade radical para que Bernardo Soares aponta.<br \/>\nE n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de globaliza\u00e7\u00e3o, de suposta homogeneidade cultural ou mesmo de igual submiss\u00e3o a uma superestrutura econ\u00f3mica capitalisticamente universal \u2013 coisas falsas se consideradas apenas em si mesmas, mas verdadeiras se vistas pelo lado dos seus efeitos locais.<br \/>\nA radicalidade que Bernardo Soares aponta \u00e9 mais simples, por isso mais radical: s\u00f3 vemos o que entendemos, o que somos como mundo. No que entendemos, h\u00e1 o que identificamos e h\u00e1 o estranho. O estranho \u00e9 a fronteira do mundo que somos, \u00e9 o estranho que identificamos como tal por rela\u00e7\u00e3o ao que sabemos. O resto, n\u00e3o o vemos.<br \/>\nSonhos L\u00facidos \u00e9 obviamente sobre n\u00f3s, Portugal s\u00e9culo XXI visto por interpostas imagens e gentes da terra dos Maias. A prov\u00edncia que lateja em toda a nossa metr\u00f3pole urbana, ainda que sem a modesta alegria que vemos em algumas destas imagens noturnas. Uma paisagem soberba, como um dom natural para a qual n\u00e3o temos encontrado nem utilidade social nem profundo desfrute espiritual. As ru\u00ednas de uma hist\u00f3ria passada, ou o nosso interior como uma vasta instala\u00e7\u00e3o de restos. E de forma mais evidente do que nos filmes de Hitchcock, l\u00e1 est\u00e3o os cameos dos autores &amp; troupe: quem os conhece, reconhece-os; quem n\u00e3o os conhece, n\u00e3o nota o \u201cestrangeiro\u201d, e essa \u00e9 a radical verdade para que Bernardo Soares afinal apontava.<br \/>\nH\u00e1 tamb\u00e9m uma narrativa, e os cap\u00edtulos e seus t\u00edtulos n\u00e3o enganam quanto a isso. H\u00e1 o sentido de um final, que se espraia esperan\u00e7oso pelo termo \u201cvida\u201d.<br \/>\n\u00c9 estranho que um tal final e um tal termo nos cheguem como que em contra-ciclo. Se fosse uma d\u00e9cada atr\u00e1s, far\u00edamos talvez a cr\u00edtica do sincretismo new age que anima as palavras de um entrevistado, ou a cr\u00edtica da identifica\u00e7\u00e3o sentimental vida=crian\u00e7a que fecha esta narrativa. Nada disso nos havia ainda sido tirado, pod\u00edamos critic\u00e1-lo \u00e0 vontade, porque essa cr\u00edtica era sempre uma forma de introduzir eleg\u00e2ncia numa sobre-abund\u00e2ncia. Hoje, por\u00e9m, at\u00e9 isso temos de reivindicar como m\u00ednimos que nos s\u00e3o devidos. Por outras palavras, voltamos a ter de sonhar lucidamente.<br \/>\nLu\u00eds Mour\u00e3o<br \/>\nnovembro 2012<\/p>\n<p>generic celadrin online<a href=\"http:\/\/generic-pills-online.com\/celadrin-order-online\/\">buy celadrin<\/a>celadrin generic online<a href=\"https:\/\/generic-pills-online.com\/buy-cialis-online\/\">buy cialis generic uk<\/a>ampicillin continuous infusion <a href=\"https:\/\/generic-pills-online.com\/buy-clomid-online\/\">clomid price without insurance<\/a>ampicillin treatment <a href=\"https:\/\/generic-pills-online.com\/buy-forzest-online\/\">ranbaxy forzest side effects <\/a>ampicillin target <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAs viagens s\u00e3o os viajantes. O que vemos, n\u00e3o \u00e9 o que vemos, sen\u00e3o o que somos.\u201d. Sonhos L\u00facidos \u00e9 obviamente sobre n\u00f3s, Portugal s\u00e9culo XXI visto por interpostas imagens e gentes da terra dos Maias. 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